Alterando/Criando .bashrc

Apesar desta dica estar mais direcionada ao slackware, ela servirá em toda e qualquer distribuição de gnu/linux que possua o bash.

Quem já instalou o slackware em seu computador, percebeu que algo estranho acontece quando se abre um terminal para o X que não seje o konsole.Tentarei ensinar aqui como “contornar” isto.

Digamos que você, linuxer consciente, esta em seu fluxbox,xfce,kde,…,twm logado como usuário não-root(como root irá acontecer a mesma coisa, exceto pelo ‘#’ ao invés do ‘$’) e abre um terminal, ao invés de aparecer:

<usuário>@<hostname> ~$

Temos algo como :

bash3.1 $

Isto ocorre porque o você ainda não criou um arquivo chamado ~/.bashrc , nele é onde ficam guardadas as configurações do bash como a variável PS1(que falaremos aqui), as alias, entre outras coisas.Acredito que este arquivo não é automaticamente gerando devido a filosofia KISS(Keep It Simple, Stupid) do slack, onde para que você não se sinta preso a uma configuração padronizada, acaba-se não colocando nenhuma config, dando-lhe a liberdade de criar e configurar de acordo com a sua cabeça.

Bem, teorias e ideologias a parte, vamos ao que interessa, criar e configurar o ~/.bashrc.Para encurtar um pouco a dica, irei colocar o que para min é um bashrc padrão, no caso:

export PS1=’\u@\h \w \$ ‘

alias ls=’ls –color=auto’

if [ -e /etc/bash_completion ]; then

. /etc/bash_completion

fi

Pronto, com a variável PS1 devidamente configurada, seu xterm já aparecerá:

<usuario>@<hostname> ~$

A alteração na variável PS1, estiliza o prompt de comando, aqui vão algumas opções possiveis:

  • \d adiciona a data;
  • \h adiciona o hostname;
  • \n quebra a linha(adiciona uma nova linha);
  • \u adiciona o nome do usuário logado;
  • \w adiciona o diretorio em que você se encontra($PWD);

Obviamente existem zilhões de outras modificações que possam ser feitas, como adicionar cores ao prompt(no gentoo, o <usuario-comum>@<hostname> é em verde, <root>@<hostname> é vermelho), adicionar comandos a serem executados(`whoami` ao invés do \u, por exemplo),adicionar mensagens dentre outras personalizações.Fico devendo uma outra dica, ou um tutorial aprofundando nesta parte. 2=P

A linha alias ls=’ls –color=auto’ faz com que ao executar o comando ls, ele o execute, porém com o parâmetro ‘–color=auto’, colorindo assim a saida do comando.Por exemplo, diretórios teram a cor da fonte azul, arquivos executáveis teram a cor da fonte verde e por ai vai.Isto facilita a identificação de cada resultado, alem de tornar mais amigável a utilização da temida “tela preta”.

As 3 ultimas linhas ativam, caso o arquivo exista, o bash-completion, outra configuração que é uma mão na roda, porque com este comando, pode-se agilizar o a escrita de comando no bash, como por exemplo, digamos que você deseja rodar o comando iwconfig como usuário normal:

eduardo@dutynote ~ $ sudo iw<TAB>
iwconfig  iwevent   iwgetid   iwlist    iwpriv    iwspy
eduardo@dutynote ~ $ sudo iwconfig <TAB>

ath0

eduardo@dutynote ~ $ sudo iwconfig ath0 <TAB>

ap       channel  commit   enc      essid    frag     freq     key      mode     nick     nwid     power    rate     rts      sens     txpower
eduardo@dutynote ~ $ sudo iwconfig ath0 essid “meu-essid” channel “canal”

Como se pode ver, basta utilizar o bash-completion associado a tecla <TAB>, e tudo se resolve facilmente.Como falei no inicio deste post, esta dica serve para qualquer distribuição de gnu/linux que possua o bash, precisando apenas instalar o bash-completion, e sair utilizando.Só lembrando que esta opção associada ao apt-get install <TAB> ou emerge <TAB>, funcionam que é uma maravilha!

Espero que esta dica tenha ajudado, duvidas, criticas, sugestões, é so deixar um comentário ou me mandar um email.vlw ai!

Leave a Comment

Please note: Comment moderation is enabled and may delay your comment. There is no need to resubmit your comment.